quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

A sua pontualidade diz muito sobre você. A sua impontualidade, mais ainda.



Marc Tawil*

Tenho um amigo, francês, que aqui vou chamar de Pierre. Radicado no Brasil há uma década, Pierre é reputado por seu senso de humor refinado, visão estratégica e predileção por boas cervejas. Quase todas as vezes que marquei algo com Pierre, fosse um almoço, café ou reuniões de trabalho, a pontualidade do brasileiro (ou a falta de) esteve em pauta.

É evidente que, nestes três anos de convívio, devo ter-me atrasado em umas duas ou três ocasiões, afinal, vivo em São Paulo, e ainda que me locomova sem carro por opção, tenho a cidade inteira contra mim quando quero chegar na hora a um compromisso.

Nas ocasiões em que anunciei uma eventual demora, Pierre não perdeu a oportunidade: “Vai se atrasar, né? Como bom brasileiro...”, cutucou ele, rindo.

Sou obrigado a condescender com o francês: a pontualidade por aqui, definitivamente, não é levada a sério. Ainda duvida?

A aula na faculdade começa às 8h? Não corra, a tolerância é de 10 minutos! O escritório abre às 9h, mas ninguém decretará falência se o colaborador chegar às 9h30 (umas duas vezes por semana). O convite da festa infantil marca 15h? Apareça umas 16h que talvez o aniversariante já esteja pronto. Jantar em casa de amigos às 20h? Ninguém te deixará morrer de fome se você se atrasar 20 minutinhos. Em casamentos, inovação: padrinhos agora chegam após a noiva.

Compromissos corporativos não escapam à regra: reuniões, cafés-da-manhã, kick-offs e fechamentos, entre outros, estão sempre, ou quase, sujeitos a  delay.

Isso sem falar dos atrasos dos ônibus, trens, metrôs, aviões, serviços médicos, entrega de mercadorias, de obras...

A impontualidade no Brasil é cultural. Está impregnada em todas as áreas, em todos os níveis.

Pensando alto aqui, me questiono até onde essa falta de compromisso com os compromissos nos leva e nos levará? Os pequenos atrasos do dia-a-dia são exclusivamente pequenos atrasos ou o início de uma grande onda de lama tóxica que arrebata tudo e todos por onde passa? Para ponderar.

..........................................................................................................................
A pontualidade está sempre entre as características mais marcantes das pessoas bem-sucedidas
..........................................................................................................................

Convém lembrar que pontualidade não é favor. Controlar o próprio tempo é uma responsabilidade, entre tantas que permeiam nosso dia. Com a diferença que esta, quase sempre, envolve terceiros. Ser pontual, sendo assim, demonstra respeito para com o outro.

Numa rotina caótica como a nossa, com dezenas de microcompromissos diários e centenas de e-mails para ler na semana, quem controla seus horários com rigor e consegue estar na hora marcada em locais previamente estabelecidos agrega valor a sua imagem, lustra o seu nome e a sua marca.

..........................................................................................................................
A impontualidade gera desconforto, mancha reputações e, no longo prazo, pode estragar uma carreira
..........................................................................................................................

O atraso compulsivo como regra, por sua vez, demonstra exatamente o contrário: a imagem de uma pessoa muitas vezes atrapalhada, que tem dificuldades em cumprir o que promete, refém até dos pequenos obstáculos. No campo profissional, quem se mostra incapaz de gerenciar o próprio tempo, em certos casos, perde até a oportunidade de gerir equipes e projetos maiores.

Chega a ser notável a criatividade daqueles que arrumam tantas desculpas por não comunicar atrasos num mundo interconectado por WhatsApp, FaceTime, Skype, Facebook, SMS e o velho telefone.

Criar um networking consistente, que impulsiona carreiras e negócios, passa primeiro por confiança e credibilidade. E estas não se compram. Se conquistam com comprometimento, excelência e respeito.

...................

Se chegou até aqui e gostou do que leu, te convido a dar um follow/seguir o meu perfil para acompanhar meus textos semanais no Pulse. 

Também te espero no meu Twitter  e Instagram

Obrigado e volte sempre! @marctawil

..........................................................................................................................

Por: Marc Tawil*
Creative Director and General Manager at Dialoog Comunicação - Agência de Conteúdo.

Conheça o site do Marc* em www.dialoog.com.br . Entre em contato pelos telefones 55 (11) 2628-0757  / 55 (11) 98884-7802 . Ou pelo Email: conteudo@dialoog.com.br.

Texto do Marc* retirado em:  https://www.linkedin.com/pulse/sua-pontualidade-diz-muito-sobre-você-impontualidade-mais-marc-tawil
..........................................................................................................................

Ilustrações: DesignCRV

*® Copyright: A DesignCRV é parceira do Marc Tawil. Todos os artigos indicados ou publicados nesta página são originados do Marc Tawil e são publicados neste blog com autorização do mesmo e de todos os seus parceiros relacionados ao assunto.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Luva transforma gestos e sinais em sons


A maioria das empresas tem "Missão" em seus sites e portfólios. Olhem a missão de Hadeel Ayoub, uma estudante da Universidade de Londres que desenvolveu o protótipo de uma luva inteligente:

“Minha missão é facilitar a comunicação entre todos os tipos de deficientes, eliminando barreiras entre pessoas que têm algum problema de visão, audição ou fala”, diz Hadeel. “Assim que a luva incorporar a conexão WiFi e a ferramenta de tradução, ela será útil para todos, e o usuário poderá atingir qualquer pessoa, em qualquer país, a qualquer hora.”

Protótipo da luva, batizada de SignLanguageGlove : equipamentos de linguagem de sinais (Foto: Divulgação)
(Foto: Divulgação): Protótipo da luva, chamada de SignLanguageGlove

"Protótipo poderá facilitar a comunicação entre pessoas com deficiência, e transmitir dados para smartphones e tablets por meio de conexão WiFi."


Veja mais em:

http://epocanegocios.globo.com/Caminhos-para-o-futuro/Desenvolvimento/noticia/2015/11/luva-transforma-gestos-e-sinais-em-sons.html

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

O problema não é o Currículo


Ana Guedes*

Para quem não acompanhou meus artigos anteriores, há algum tempo atrás me dispus a fazer análise curricular de uma colega no LinkedIn, e isso gerou um grande movimento com pedidos de análise vindo de todos os cantos.

Como tinha tempo vago comecei a fazer esse trabalho (não faço mais análise de CV), notei algo comum em todos os pedidos: em todos os e-mails que recebi, a dúvida era se o currículo estaria inadequado, pois a pessoa estava mandando para várias vagas e não tinha retorno algum, na maioria das vezes nem mesmo consegue entrevistas.

        Após analisar muitos, mas muitos CVs (curricula vitae) posso 
     afirmar com certeza: o problema não é o currículo.

Existem diversos modelos de currículos disponíveis, muitos são até personalizados, mas a maioria tem uma estrutura boa: dados pessoais, formação acadêmica, histórico profissional, cursos, atividades extracurriculares, publicações. O currículo ideal é aquele que permite ao selecionador entender o perfil do candidato, e saber se ele se encaixa ou não na vaga em aberto. O fundamental é que seja claro, objetivo, que contenha suas experiências e habilidades, conhecimentos técnicos (cursos), idiomas, etc.

     A Importância da Carta de Apresentação.

A carta de apresentação é recomendada para executivos, mas também para quem deseja ingressar no mercado ou mudar de área, pois nela você pode especificar o que busca no momento, pois às vezes isso não fica claro no CV. Exemplo: o candidato trabalhou um longo tempo em uma área, mas acabou de fazer um curso em outra área. O selecionador pode ficar em dúvida quanto ao objetivo, principalmente se a vaga em aberto é para uma posição Júnior. Na carta, o candidato pode dizer que tem experiência na área X, mas que deseja direcionar sua carreira para a área da vaga, e que está disposto a aceitar uma vaga Júnior, pois seu foco no momento é adquirir experiência.

Isso pode mudar a visão do selecionador e colocá-lo no Processo Seletivo.

Os “erros” encontrados são sempre pouco significativos: erros gramaticais, incoerência no padrão (usar mais de uma fonte, colocar data em uma experiência e outra não), excesso de informações (endereço completo, filiação), informações desnecessárias (cursos e viagens que não tem nada com a área de formação ou experiência - a menos que sejam trabalhos voluntários), usar fontes informais ou cores alegres, e relacionar características (que nem sempre são verdadeiras) sobretudo no campo “objetivo”, como “pró ativo, capacidade de liderança, habilidade em trabalhar em equipe...”.

     Portanto, o que podemos concluir é que o problema é outro,
     e bem mais complicado.

A dificuldade em se recolocar ou ingressar no mercado de trabalho é um reflexo não só do momento, mas de um sistema de ensino tão falho; de uma cultura que não visa excelência, qualidade, e reflete o pensamento e o comportamento da maioria das pessoas, de fazer de qualquer jeito, de sempre visar o benefício próprio, de não se importar com as consequências, mesmo que possa prejudicar a si mesmo no futuro; profissionais sem preparo e sem perfil para exercer a função, trabalhando em R&S, em Gestão de Pessoas, ou como líderes. Falo de empresas com gestão irresponsável, que contratam por indicação profissionais pouco qualificados, de pessoas que querem crescer a qualquer custo e não se importam em ter o conhecimento necessário, entre outros muitos motivos.

     Por isso, caro colega, o problema não é seu currículo, não é 
     você. É a realidade. 

E sobre ela, os problemas e possíveis soluções dariam livros e livros de discussões sócio-econômica-filosófica-histórica-antropológicas.

De imediato, poderia dizer a quem tem cargo executivo, que procure um serviço de Recolocação Profissional (como exemplo, veja o site www.anaguedescoaching.com).

Para as demais posições, que são maioria, a solução e continuar tentando, e não desistir. Estar desempregado é ruim, e tem uma série de consequências psicológicas negativas, mas tem sim um lado bom: o tempo livre. Use-o para você, para o seu bem. Durma depois do almoço, faça os exercícios que não fazia por falta de tempo (a há! acabou a desculpa!), leia mais, organize seu armário, seu computador, sua vida. Brinque com seus filhos, passeie, divirta-se.

     Tire proveito
     da situação.

Tire esse peso de estar sem trabalhar e não poder se divertir (a pressão maior é de si próprio, preocupado com “o que as pessoas vão pensar?”  Elas que pensem o que quiserem, a vida é sua e nosso objetivo deve ser sempre a felicidade). E adquira conhecimento, a internet tem uma imensidão de cursos, e books, vídeos, palestras e artigos sobre tudo que desejar saber, seja sua área profissional, ou o processo de recolocação.

Pesquise consultorias de sua região, e empresas em que gostaria de trabalhar, e envie seu CV. Use seu network (não se acanhe em falar com as pessoas que está buscando recolocação, qualquer pessoa pode passar por isso, não é vergonha nenhuma), e continue.

O pensamento positivo é comprovadamente fundamental para o sucesso. Acredite em você, acredite que é possível, e vá em frente. O sucesso pode estar na próxima tentativa.



..........................................................................................................................

Por: Ana Guedes*
Recolocação Profissional Executiva. Conheça o site da Ana* em www.anaguedescoaching.com  Entre em contato pelos telefones (19) 98137-2235 / 3327-5233 ou e-mailcontato@anaguedescoaching.com.
Texto retirado do blog da Ana* em:  http://coachingself.blogspot.com.br/2014/03/o-problema-nao-e-o-curriculo.html?m=0
..........................................................................................................................
Ilustrações: DesignCRV

*® Copyright: A DesignCRV é parceira da Ana Guedes. Todos os artigos indicados ou publicados nesta página são originados da Ana Guedes e são publicados neste blog com autorização da mesma e de todos os seus parceiros relacionados ao assunto.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Melhores Técnicas de Vendas


Por Sérgio Ricardo Rocha*

Identificar as melhores técnicas de vendas é o sonho de todos os vendedores. Muitos cursos de vendas apresentam estratégias. Treinamento de vendas é importante.

Mas não existem técnicas de vendas infalíveis para sucesso com 100% dos consumidores. O objetivo é conquistar o maior percentual possível de conversões em vendas.

E esta é uma abordagem polêmica, pois é tão complexa a explicação de conquista de um grande resultado, que todos os vendedores campeões defenderão o seu estilo de negociar, a sua técnica de vendas mais produtiva.

Avalio que não existe uma definição ou explicação definitiva. É como uma receita de bolo. Pode saber a quantidade exata de ingredientes, mas cada um tem um jeito de mexer a colher.

O ideal é entender a lógica de uma negociação.

Entender o processo de solicitação de informações pelo consumidor, entender o que ele busca, qual a razão real desta necessidade, compreender as várias etapas da negociação, caminhar por elas com calma, sondar o consumidor para buscar informações úteis para a negociação e realizar o fechamento da venda, quando tiver percorrido as principais etapas do processo de negociação.

Vou citar aqui as 2 melhores técnicas que conheço:

Técnica de Vendas: AIDA

Gosto muito de uma técnica de vendas muito antiga, chamada AIDA, que é a sigla da fórmula a seguir: Atenção + Interesse + Desejo + Ação. Acredito que é uma das melhores técnicas de vendas que conheço.

Ela aborda as quatro fases de um processo de venda, que devem ser percorridas, uma a uma, onde uma etapa só deve ser percorrida se tivermos certeza de que a anterior foi resolvida. Sugiro que seu produto ou serviço seja avaliado, considerado e refletido, para identificar quais argumentos mais produtivos para utilizar em cada etapa.

Sabemos que as pessoas são únicas e os consumidores possuem características e necessidades específicas. Logo, nenhum consumidor será igual ao outro.

Mas se estudar previamente e simular bastante, o processo de vendas de seu produto ou serviço, poderá identificar uma linha de negociação padrão, que atenderá a maior parte dos seus clientes. Quando for necessário, deverá adaptar e sair da linha de raciocínio. Mas quando possível, traga seu cliente de volta para ela.

É como se fosse uma auto-estrada. Se o cliente decidir levar a negociação para um atalho, saindo do seu controle, siga com ele. Mas assim que possível, traga-o de volta para a estrada principal, para a linha de apresentação que você já estudou e mostrou ser mais produtiva.

Quando você inicia a negociação com o consumidor, que é um cliente em potencial, sabe que geralmente ele busca as informações objetivas como valores e prazos. Ele quer ser prático. Muitas vezes não consegue diferenciar um produto ou serviço de outro concorrente. Quer valores e acabou. Ele tenta determinar o rumo da negociação.

As Melhores Técnicas de Vendas para Aumentar as Vendas

Nós sabemos que os valores podem ser relativos e abstratos. Costumo dizer que para um mesmo produto ou serviço, R$ 100,00 pode ser caro e R$ 1.000,00 pode ser barato. Depende de um conjunto de circunstâncias que juntas determinarão se um valor será caro, justo ou barato. Portanto devemos conduzi-lo para nossa estrada. Apresentar nossos diferenciais competitivos. Nossa linha de apresentação. Para que ele possa entender e avaliar o que estamos apresentando de forma diferenciada da concorrência.

Esta é a base de qualquer uma das melhores técnicas de vendas. Diferenciação do seu produto ou serviço para poder aumentar as vendas.

Busque um quebra gelo. Uma forma de paralisar sua linha de raciocínio e permitir que você comece a conduzir. Agradeça o seu contato, se apresente e informe o seu compromisso de buscar atendê-lo da melhor forma possível. Procure identificar como chegou até sua empresa, onde a descobriu e qual a razão deste contato, neste momento.

O objetivo é identificar qual canal de comunicação atingiu o consumidor (rádio, TV, indicação de clientes, classificados, internet, etc.) e porque solicita agora as informações. Qual foi o fato gerador da necessidade. Esta resposta será muito útil para você apoiar grande parte da sua argumentação de técnica de vendas nela.

Após conseguir as respostas necessárias, inicie sua apresentação com o objetivo de conquistar a ATENÇÃO do consumidor (1º etapa da AIDA). Informe um ponto forte, que as simulações mostraram que gere atenção e que cative o consumidor. Entenda que é a fase que antecede ao interesse. Argumente pensando em ganhar mais alguns segundos ou minutos do tempo do consumidor. Analise a expressão do consumidor e seus comentários, para esticar ou encurtar a argumentação. As melhores técnicas de vendas não ensinam só o que falar sempre. Também ensinam a necessidade de escutar o cliente.

Depois busque expandir a argumentação para gerar INTERESSE (2º etapa da AIDA). É quando o consumidor passa a perguntar sobre características do item. Apresente o produto ou serviço e vá seduzindo, buscando entender como o consumidor pensa sobre o assunto.

Quando passar para a próxima fase, compreenda que deverá gerar DESEJO de consumo (3º etapa da AIDA). É quando deverá usar seus argumentos mais fortes para que o consumidor desperte a decisão de efetuar a compra.

Apresente de forma positiva. Desperte o DESEJO, como senão tivesse dúvidas de que ele comprará. Como se todos que chegassem a esta fase, comprassem sem duvidar. Como se não houvesse possibilidade de não comprar.

Lembre de quando apresentar uma característica ou benefício, avaliar se foi percebida como interessante. Se for, provoque o consumidor, pergunte a opinião dele. Mas só se perceber que ele gostou. Procure fazer com que ele diga o quanto será útil ou interessante para ele. Isso é muito melhor do que você dizer que é bom.

Chegando a fase final, a de AÇÃO (4º e última etapa da AIDA), pergunte ao consumidor se ele tem alguma dúvida sobre o que foi apresentado até aquele momento.
Informe que apresentará as informações necessárias para a concretização do negócio. Utilize a definição exata para seu negócio: que dará as informações necessárias para fazer a sua matrícula, a sua inscrição, a sua entrega, a sua contratação, a sua associação, a sua compra, etc.

Informe que apresentará os detalhes do investimento ou do valor. Fale com confiança. Sem dúvidas de que comprará, como se isso fosse apenas um detalhe.

Inicie a argumentação final com um resumo dos benefícios aceitos pelo consumidor. Aqueles argumentos que você apresentou e percebeu que o consumidor avaliou como importantes. Lembre para ele, que ele gostou deste detalhe. E ao final dos benefícios aceitos, apresente o valor, com tranqüilidade, sem medo, com confiança.

Guarde um desconto, se possível, ou um melhor prazo de pagamento na manga. Não entregue tudo que tem, de primeira. E use depois, se necessário.

Após informar o valor, pergunte qual será a forma de pagamento, dentre as possíveis. Dinheiro ou cartão? Ou então, se prefere que seu filho estude de manhã ou à tarde? Ou onde prefere que seja entregue a encomenda, na sua residência ou trabalho?

Uma destas perguntas, após informar o valor, mostrará que você não tem dúvida de que ele comprará.

Se ele não concordar e disser que ainda não tomou a decisão, não tema. Mantenha a calma e pergunte a ele qual a razão que evita que ele tome a decisão naquele momento. Com gentileza, busque identificar a objeção e tranquilamente procure solucioná-la.

Faça o dever de casa antecipadamente. Procure entender as objeções mais utilizadas pelos consumidores neste momento e prepare-se previamente com argumentos sólidos, que possam superar esta objeção.

Técnica de Vendas: Coaching de Vendas

Vou falar agora sobre a melhor e mais produtiva técnica de vendas que conheci nos meus mais de 20 anos de vendas. E digo mais, se soubesse disso antes teria, conquistado resultados ainda melhores.

A metodologia de Coaching foi criada no esporte, onde identificou-se que o adversário de uma pessoa não está no outro time ou do outro lado da rede. O adversário de uma pessoa é ela mesma. Quando não tomamos a decisão mais produtiva ou não fazemos o nosso melhor, estamos nos boicotando.

A metodologia de Coaching foca em potencializar a conquista de grandes resultados, oferecendo as melhores ferramentas, modelos e técnicas que permitem com que as pessoas se conectem com seus objetivos, gerando ações e resultados específicos. Conduz as pessoas a buscarem as respostas dentro delas e a montarem um plano de ação para encontrar soluções para seus problemas e para alcançar um objetivo estratégico.

No Coaching de Vendas, o vendedor não oferece as resposta, mas estimula o cliente a desenhar e construir uma solução, que atenda as suas necessidades e que se adeque as soluções propostas pelo cliente. Isso é Coaching de Vendas.

O Vendedor Coach deve coletar as informações necessárias ao entendimento do cenário em que o cliente está inserido, buscar identificar o perfil do cliente e suas principais características e reações, identificar e fazer com que o cliente reflita mais e entenda que seu problema pode ser maior do que imagina, percebendo a importância e impactos do problema e finalmente conduzir o cliente para a solução.

As perguntas levam o cliente a pensar no seu problema de forma mais profunda e na provável solução. Para que conclua, por si só, que a solução que o Vendedor Coach vai apresentar é a melhor para ele.

Com este entendimento de abordagem, o vendedor irá aumentar as suas vendas de forma constante.

Sugiro que você conheça mais sobre a metodologia de Coaching de Vendas. No nosso site ( www. sergioricardorocha.com.br ) você terá vários artigos sobre o tema.

Gostei tanto quando fiz a minha formação em Professional Coaching, que desenvolvi a metodologia de Coaching de Vendas, do meu jeito, de acordo com a minha experiência como executivo e consultor de grandes empresas.

..........................................................................................................................

Por: Sérgio Ricardo Rocha*
Dr. Vendas. Conheça o site do Sérgio Ricardo Rocha*
em www.sergioricardorocha.com.br  Entre em contato pelos telefones:
- Celular: (21) 9 8114 – 4576 - Escritório: (21) 2638 – 7715
- Skype: sergioricardorocharj  -  Facebook: facebook.com/sergioricardorocha
- Fanpage Dr Vendas: facebook.com/drvendas  -  Linkedin (currículo completo): linkedin.com/in/sergioricardorocha

Texto retirado do blog da Sérgio Ricardo Rocha* em:  http://sergioricardorocha.com.br/melhores-tecnicas-de-vendas/

..........................................................................................................................
Ilustrações: DesignCRV

*® Copyright: A DesignCRV é parceira do Sérgio Ricardo Rocha. Todos os artigos indicados ou publicados nesta página são originados do Sérgio Ricardo Rocha e são publicados neste blog com autorização dao mesmo e de todos os seus parceiros relacionados ao assunto.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

"Não há restos de homens."


     "Dignidade não pode esperar por tempos melhores."

Com legendas em português por Isabel Villan, TED nos trás esta sensível apresentação de Alberto Cairo que lidera o trabalho de reabilitação ortopédica da Cruz Vermelha Internacional no Afeganistão.

Cairo deixou a sua terra natal, a Itália e foi conviver com os horrores que oprimem as pessoas em um país devastado pela guerra. Seu trabalho era muito difícil e várias vezes foi interrompido. Durante as duas últimas décadas ele ajudou cerca de 100.000 vítimas afegãs de minas terrestres e outras atrocidades da guerra.
 
Estas pessoas, tiveram que aprender a não somente encontrar a força dentro de si mas também a esperança , para caminhar mais uma vez. Sua missão era primeiro a reabilitação física e depois a reintegração social.


Lutou com criatividade e persistência para dar, a dezenas de milhares de afegãos com deficiência, um emprego e um sentido de dignidade e orgulho. Seus desafios (divididos com seus ajudantes) foram ao extremo para provar que ainda era possível mudar o quadro estabelecido.

Veja sua história no vídeo legendado em:   http://www.ted.com/playlists/216/talks_to_restore_your_faith_in_1

Ou se desejar fazer o download oficial do vídeo incluindo a legenda (ideal para quem deseja apresentá-lo em algum evento.) veja em:  
http://www.ted.com/talks/alberto_cairo_there_are_no_scraps_of_men

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

A vida se define em sentir


Ana Guedes*

Tudo o que buscamos ou fazemos causam sensações, e é isso o que impulsiona a parar ou a continuar fazendo algo: o que você sente.

Não são as atitudes, aonde vai ou como age que importa, mas como se sente quando faz algo.

É isso, buscamos sensações. Alegria, satisfação, prazer, orgulho, paz, são nada mais do que sensações. E quando se vive uma sensação boa, dizemos que estamos felizes. Logo, a felicidade é isso, alcançar uma sensação que considerada boa.

Quando você pensa em ganhar na loteria, que isso resolveria os seus problemas, o que vêm na sua mente? Ser um empresário ou um investidor, poder comprar tudo o que deseja, não se preocupar mais com contas, viajar, etc. E ao imaginar cada cena do que deseja, o que te alegra é o sentimento que teria vivendo cada cena imaginada.

Mas será que a única forma de ter essas sensações é ganhando muito dinheiro? Será que não é
possível sentir orgulho fazendo um bom trabalho, seja ele qual for? Consegue sentir prazer em ir ao cinema com seu companheiro (a), ou dividindo uma pizza? E se suas finanças forem organizadas e, mesmo que tiver que demorar um pouco mais para conseguir tudo que quer, mas não precisar se preocupar com dívidas?

O problema é não identificar o que procura como uma sensação e sim como algo exterior, como matéria: um carro novo, uma casa enorme, viagens, uma conta farta no banco, amigos, um amor.

E a verdade é que nada disso tem valor, mas o que se sente ao fazer uma viagem, ao estar apaixonado por alguém, o que sente quando há dinheiro suficiente para ter uma vida confortável, quando se está numa roda de amigos.

Entende? Não é um fato, um objeto ou lugar que causa uma sensação em você, e sim como você se sente quando faz ou vive alguma coisa. É como você vê e entende as coisas, é de dentro pra fora, e isso é facilmente mutável.

O autoconhecimento faz com que cada vez mais esteja consciente, libertando-se da dependência exterior, de outra pessoa ou do que quer que considerasse necessário para fazer se sentir bem.

Assim como os pensamentos e as atitudes, é você quem deve escolher as sensações que deseja viver.

Foque no realmente deseja, e aproveite o que de fato tem valor. A vida é feita de escolhas, e a felicidade é nada mais que um sentimento.

..........................................................................................................................

Por: Ana Guedes*
Recolocação Profissional Executiva. Conheça o site da Ana* em www.anaguedescoaching.com  Entre em contato pelos telefones (19) 98137-2235 / 3327-5233 ou e-mail  contato@anaguedescoaching.com.
Texto retirado do blog da Ana* em:  http://coachingself.blogspot.com.br/2014/09/a-vida-se-define-em-sentir.html
..........................................................................................................................
Ilustrações: DesignCRV

*® Copyright: A DesignCRV é parceira da Ana Guedes. Todos os artigos indicados ou publicados nesta página são originados da Ana Guedes e são publicados neste blog com autorização da mesma e de todos os seus parceiros relacionados ao assunto.


quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

A idade e o mercado de trabalho


Ana Guedes*

Pensando nas tantas dúvida e queixas que vi nos últimos dias, me deparei com um tema contraditório: a idade e o mercado de trabalho.

São muitos jovens recém-formados buscando uma direção, uma ajuda em como entrar no mercado, pois têm a formação acadêmica mas não tem experiência.

E aí volto a analisar o “pensamento” das empresas, a grande maioria que não entende a necessidade do desenvolvimento humano dentro delas, pois não possuem estrutura para tanto, e buscam simplesmente preencher vagas com profissionais “prontos”, e como existe uma grande oferta de mão de obra acabam encontrando o que desejam.
Mas essas empresas avaliam apenas os quesitos técnicos (área de formação, cursos e experiência prática) e desprezam as habilidades e o potencial que um candidato tem a desenvolver e que, se fosse estimulado pela empresa, poderia ser um funcionário muito além do que o contratado.

As empresas que possuem programas de treinamento e querem investir em potencial, se voltam apenas para os jovens recém-formados, mas apenas aqueles que possuam a melhor formação possível (o que exclui a maioria dos jovens). O cenário de mudanças rápidas e constantes deve passar uma imagem de que apenas esses jovens (até 30 anos) têm disposição, vigor e energia para crescer e evoluir na carreira, e que os profissionais com bagagem e experiência tendem a se acomodar e diminuir as expectativas, sobretudo após os 45 anos.

Se vivemos em uma época de mudanças tão rápidas e contínuas, todos que estão no mercado as estão acompanhando, e não somente quem está chegando. Uma pessoa mais velha, que já passou por tantas mudanças, por diferentes ambientes e realidades, não estaria mais apta a qualquer situação nova?

Existem verdades que não são declaradas pois seriam discriminatórias (e a meu ver porque não tem fundamento), como a idade, o sexo, a formação, e sabemos que isso acontece. Para algumas poucas vagas pode até ser que um desses fatores faça diferença, mas na maioria é apenas fruto do pensamento limitante de Gestores e Dirigentes que pensam que pessoas mais velhas não se adaptariam a determinada posição pois já vêm com “vícios” de trabalho e personalidade e são mais difíceis de lidar.

Outro fator é que os jovens, em quase desespero para conseguir a primeira experiência, acabam se sujeitando a salários menores e substituem pessoas com mais experiência, mais idade, e com salários mais altos.

E aí temos mais um círculo vicioso complicando a vida (e são tantos...), e simplificando a análise seria a substituição do “caro” pelo “barato”, novamente como se fôssemos mercadorias na prateleira de um Supermercado.

Na minha visão, as empresas deveriam contratar os jovens recém-formados para posições iniciais, investir em seu desenvolvimento e dando condições para que continue crescendo, e que os funcionários experientes deveriam ocupar posições compatíveis com o que são de fato, e reconhecidos e valorizados pela sua trajetória, e não “descartados” como se houvesse um prazo de validade. Talvez eu pense assim porque fui educada para respeitar os mais velhos pela sua maturidade e sabedoria, porque suas decisões são carregadas de conhecimento que vão além do técnico e acadêmicas, é experiência de vida.

Me desanima um pouco pensar que essa é a realidade, um país confuso em sua identidade, com uma cultura tão pobre em valores, em senso de coletividade. Aliás, eu entendo que essa é a diferença entre o 1º e o 3º mundo: nos países de 1º mundo as pessoas entendem que o que fazem para o próximo, fazem para si mesmo. Por isso eles valorizam o bem comum, a educação, a honestidade e o respeito, porque fazem isso para si mesmo.

E até que se consiga mudar essa visão corporativa injusta e, me perdoem a dureza, burra, todos continuarão sofrendo as consequências: quem quer entrar, quem quer crescer e quem quer permanecer.

Tento manter o pensamento positivo, e o foco nos poucos e bons exemplos das poucas empresas que fazem a diferença, e o sincero desejo de que todos consigam encontrar, enfim, seu tão merecido lugar ao sol.

..........................................................................................................................

Por: Ana Guedes*
Recolocação Profissional Executiva. Conheça o site da Ana* em www.anaguedescoaching.com  Entre em contato pelos telefones (19) 98137-2235 / 3327-5233 ou e-mail contato@anaguedescoaching.com.
Texto retirado do blog da Ana* em:  http://coachingself.blogspot.com.br/2014/02/a-idade-e-o-mercado-de-trabalho.html
..........................................................................................................................
Ilustrações: DesignCRV

*® Copyright: A DesignCRV é parceira da Ana Guedes. Todos os artigos indicados ou publicados nesta página são originados da Ana Guedes e são publicados neste blog com autorização da mesma e de todos os seus parceiros relacionados ao assunto.

sábado, 24 de janeiro de 2015

Empatia


O mundo empresarial sabe que “precisamos calçar os sapatos dos nossos clientes”. Empreendedores de sucesso muitas e muitas vezes fizeram isto e levaram as suas empresas a lugar de destaque na multiplicidade de negócios que temos no mundo.

Somente quando estamos situados na perspectiva do cliente (o consultor mais econômico e crítico que existe mas que poucos querem escutar), é que podemos realmente oferecer produtos e serviços de qualidade que nos destacam em relação aos concorrentes.

O marketing direto nos ensinou que para sermos eficazes em nosso relacionamento de vendas devemos considerar que estamos nos relacionando não com empresas, não com máquinas mas com pessoas.

Grande campanhas publicitárias em todo o mundo destacaram o fator emoção em seus anúncios e, tocando o coração das pessoas, tocaram em seus bolsos. Mas para isto precisamos conhecer estas pessoas e “calçar os seus sapatos”.

Este é um vídeo produzido pela Cleveland Clinic - Empathy: The Human Connection to Patient Care. Sua mensagem humanista é ponto de reflexão não somente como atitude para os negócios mas para toda a vida.



Raul Rangel
designer
..........................................................................................................................
Ilustrações: DesignCRV

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

“Personal Branding”: Invista em sua marca pessoal


Você já parou para pensar que tem uma marca pessoal? Todos nós temos! E quais são os atributos que o/a tornam realmente único/única no mercado diante de tantos concorrentes? Pois é, em tempos de uso cada vez mais intenso das mídias sociais, é fundamental que você trabalhe bem sua marca pessoal “online” e “off-line” também.

Se você ainda não ouviu falar em “Personal Branding”, eu recomendo que você busque mais informações e novos conhecimentos que permitam construir uma estratégia de marketing pessoal para viabilizar a venda, com sucesso, do seu melhor produto: você mesmo!

Especialmente para vendedores como você e eu, aqui incluídos todos aqueles que ainda não perceberam que são sim ao final do dia “vendedores de si mesmos”, a estratégia de criação de uma marca pessoal passa pelo pleno entendimento das suas grandes competências, talentos e dons (pontos fortes) e das características singulares que o/a diferenciam da multidão, que serão os grandes responsáveis pela criação da sua marca pessoal, diferenciada, poderosa e única no mercado.

Um primeiro passo que indico a você é identificar os seus pontos fortes e trabalhar com inteligência para maximizá-los. Aliás, no processo de construção da sua marca pessoal penso ser um grande desperdício de tempo focar em seus pontos fracos, pois eles nunca se transformarão nos diferenciais competitivos que o/a tornarão único/a no mercado.

O mestre Peter Drucker nos ensinou que “a verdadeira excelência é alcançada somente quando é possível colocar os pontos fortes em ação”. E o aclamado guru Jim Collins nos explica que o processo de identificação das nossas principais competências e talentos (pontos fortes) passa pelo pleno entendimento das áreas em que, por mais que nos esforcemos nunca teremos a chance de sermos os melhores.

Resumidamente: quando identificamos nossos pontos fortes que permitem nos tornarmos os melhores naquilo que fazemos, o tempo e a energia gastos na identificação e na melhoria das fraquezas são absoluto desperdício.

Uma vez identificados os seus pontos fortes (se você ainda não os conhece e/ou não os identificou corretamente, peça o feedback mais cândido possível aos seus colegas, líderes e familiares sobre as competências únicas que eles enxergam em você), o segundo passo é conectá-los à sua “marca pessoal”. Se você é, por exemplo, um exímio entendedor de técnicas de vendas consultivas em mercados complexos (B2B) as informações a seu respeito nas principais mídias sociais (Linkedin, Facebook, Twitter etc) e nos mais importantes serviços de busca (Google, Bing etc) precisam refletir com consistência este atributo. Portanto, faça uma pesquisa aprofundada na Internet para ver se as mensagens e atributos conectados à sua imagem estão de acordo com os seus objetivos de construção da sua “marca pessoal” que deve ser absolutamente única e memorável.

Outros componentes absolutamente essenciais à construção da sua marca pessoal são: consistência (as mensagens por você transmitidas precisam ser consistentes e aderentes às suas crenças, princípios e valores), autenticidade (seja sempre você mesmo), poder de influência (saiba influenciar de forma positiva a vida das pessoas que conhece e use o seu networking com inteligência – saiba ser sempre interessante, sem ser interesseiro) e visibilidade (torne a sua marca conhecida ao participar de forma ativa de eventos, congressos e blogs dentro da sua respectiva área de atuação).

Aliás, o processo de criação e fomento da sua marca pessoal tem um objetivo ainda maior: cuidar do seu principal ativo que se chama credibilidade. Portanto, não perca mais tempo. Comece hoje mesmo a investir na principal e mais importante marca do mundo: Você mesmo!

..........................................................................................................................

Por: José Ricardo Noronha*
Palestras e Cursos Memoráveis: Conheça o site do Ricardo* em http://josericardonoronha.com.br/  Entre em contato pelos telefones (11) 4153.6889 / 98338.5300 ou e-mail, para montarem juntos uma Palestra ou Curso Memorável de Vendas em sua Empresa.

..........................................................................................................................
Ilustrações: DesignCRV

*® Copyright: A DesignCRV é parceira de José Ricardo Noronha. Todos os artigos indicados ou publicados nesta página são originados de José Ricardo Noronha e são publicados neste blog com autorização do mesmo e de todos os seus parceiros relacionados ao assunto.


terça-feira, 20 de janeiro de 2015

Como é bom ajudar os outros... O grande mistério da Refood é só um: por que não foi feito antes?


Desperdício zero

Na vida de Hunter Halder todos os caminhos parecem ir dar em Fátima. Em 1988 ainda morava em Richmond, na Virginia (EUA), de onde é natural, quando foi presenteado com uma peregrinação a Fátima, pela congregação da igreja que frequentava. “Eu e mais 100 senhoras de cabelo branco”.

Na altura, o “jovem de 38 anos” apaixonou-se pela guia turística portuguesa, de nome Fátima - “um casamento atualmente já desfeito”. Mais recentemente, há quase quatro anos, instalou o projeto que lhe mudou a vida na freguesia lisboeta de Nossa Senhora de Fátima, a Refood, diminutivo de rescuing good food (salvando comida boa).

“Tudo começou com um homem, uma visão e uma bicicleta. Uma visão simples: resgatar as sobras alimentares dos estabelecimentos de alimentação e, com estas, evitar a fome de quem mais precisa” - é desta forma que o blog da Refood apresenta o projeto.
“Era visto como o estrangeiro maluco, de bicicleta e chapéu de palha na cabeça.

Quase sempre diziam-me: “Temos muito poucas sobras”

A ideia, posta em prática em 9 de Março de 2011, nasceu com e para combater a crise. Hunter Halder já tinha chegado aos 60 anos e vivia há duas décadas em Portugal. Era consultor - fazia team building - quando de repente se viu sem trabalho e sem idade para se relançar na carreira. Mas em vez de sair derrotado decidiu seguir o seu instinto altruísta: “Se eu estou mal, há quem esteja pior. Decidi não trabalhar mais para mim, mas para os outros”.

Na sua mente começaram então a fervilhar algumas ideias para ações humanitárias. A Refood foi das últimas a ser pensada, mas a primeira a ser concretizada. “Afinal, a fome tem um maior caráter de urgência”.

Foi num almoço com a filha, num buffet de saladas, que a ideia começou a ganhar forma. Ao tomar conhecimento que toda a comida que sobrava ia ter o mesmo destino - o lixo -, a jovem de 18 anos ficou revoltada. “Disse-lhe que isso não acontecia só nos restaurantes em Lisboa, mas nos de todo o mundo. Ela, brava, culpava os empregados do restaurante, ao que respondi que eles não tinham culpa. Afinal não tinham alternativa.

E foi aqui que se fez luz, quando referi a palavra alternativa. Pensei: 'Mas eu posso sê-la'. A capacidade de implementá-la estava completamente nas minhas mãos”.

Foi assim que, de bicicleta, começou a pedalar pela zona onde mora, a freguesia de Nossa Senhora de Fátima, nas Avenidas Novas, para propor aos comerciantes de restaurantes - “os meus parceiros naturais” - que lhe entregassem os desperdícios alimentares para satisfazer os mais carentes da região.

Cedo percebemos que a geografia tem pouco a ver com o voluntariado, este só depende da boa vontade e do empenho das pessoas.

“De início fui a 45 restaurantes e 30 disseram que sim. Mas não foi fácil, era visto como o estrangeiro maluco, de bicicleta e de chapéu de palha na cabeça, a quem olhavam com alguma desconfiança. Diziam-me quase sempre: 'Não vale a pena, temos muito poucas sobras'. Ao que eu respondia: 'Parabéns, venderam tudo!“, lembra com um sotaque ainda carregado das suas origens.

Na igreja de Nossa Senhora de Fátima, onde pediu uma antiga cozinha da paróquia para criar o centro de operações do Refood, também o prior Luís Alberto teve “um pé atrás e outro à frente”. Mas a persistência deu frutos. E o que começou com um voluntário - ele próprio -, ao fim de um mês já tinha 30 voluntários.

A engrenagem começava a ficar bem lubrificada. “Todos os restaurantes têm sobras, comida boa que normalmente vai para o lixo, enquanto a fome urbana aumenta, e muita vez envergonha. Só é preciso
que alguém faça a ponte entre quem dá e quem precisa. Começamos por seguir primeiro uma estratégia geográfica - vamos fazer freguesia por freguesia -, mas cedo percebemos que a geografia tem pouco a ver com o voluntariado, este só depende da boa vontade e do empenho das pessoas”.

Os portugueses têm-se mostrado muito solidários. Só precisavam de alguém que tivesse a iniciativa, que lhes desse a vara para pescar.

Primeiro foi o boca a boca para espalhar a semente, depois houve que organizar as equipes de voluntários, definir quem faz o quê. “Na entrevista que faço aos potenciais voluntários, explico-lhes que só precisam de me dar duas horas por semana. E os portugueses têm-se mostrado muito solidários. Só precisavam de alguém que tivesse a iniciativa, que lhes desse a vara para pescar”.

É num quadro afixado numa das paredes do primeiro centro de operações da Refood, num anexo à igreja de Nossa Senhora de Fátima, que estão registrados os dados das famílias beneficiadas - “só aqui ajudamos 231 pessoas”: a idade, as preferências de cada um, se têm doenças como a diabetes ou alergias alimentares. Ao lado, define-se quem faz o quê e em que horário.

Habitualmente, são os beneficiados que se deslocam ao centro com os tupperwares vazios “e lavados” do dia anterior, para os levarem cheios de volta, com sopa, prato principal, pão, fruta ou bolos. Os sacos que estas famílias levam por volta das 20h30 são preparados desde as 18h pela equipe de voluntários que está no centro, enquanto outra equipe já fez entretanto a ronda pelas pastelarias (para o pão e os bolos) e mais tarde, entre as 22h e as 23h30, outros voluntários fazem a ronda pelos restaurantes para resgatarem a comida que sobrou.

Esta comida fica depois acondicionada e etiquetada no frigorífico para que tudo se repita no dia seguinte. Há também distribuição de comida ao domicílio, para quem não pode deslocar-se ao centro. Aí, entram outros voluntários em ação, a equipe de transporte e distribuição que opera preferencialmente de bicicleta, com cestos à frente e atrás…

O primeiro objetivo era transformar Lisboa “na primeira cidade sem desperdício alimentar”, hoje a ambição é muito maior.

Hoje, ao fim de quase quatro anos de trabalho, são mais de mil voluntários, mais de 300 mil refeições entregues e oito núcleos Refood em funcionamento em Portugal. E até a nível internacional existem equipes em formação em Barcelona, Madrid, Milão, Londres e Buenos Aires, “sendo que a nossa experiência foi também inspiradora para outros projectos”, explica Hunter Halder: em Amesterdão (Buurt Buik) e em várias cidades da Índia (The Robin Hood Army).

Claro que toda esta expansão contou desde o início com vários apoios. Desde logo, o apoio das juntas de Freguesia e igrejas que ajudam a fazer o levantamento das famílias carentes. Algumas têm também cedido os espaços para os núcleos da Refood. Depois, os restaurantes e pastelarias, assim como outras empresas que se têm vinculado ao projeto e que têm ajudado com comida ou transporte, como os três carros elétricos que irão juntar-se à frota da Refood.

Se o “americano alfacinha”, como se auto-intitula, tinha como primeiro objetivo transformar Lisboa “na primeira cidade sem desperdício alimentar”, hoje a sua ambição é muito maior: passa por deixar a semente da Refood em vários pontos do mundo. Hunter diz que ao fim de quase quatro anos sente-se “cansado, mas com muita alegria”. E considera que os grandes beneficiários da Refood são os próprios voluntários. “Como é bom ajudar os outros... O grande mistério da Refood é só um: por que não foi feito antes?”.

Por Filipa Moroso*
filipa.moroso@sol.pt
Publicado originalmente no Semanário Sol em http://www.sol.pt/noticia/121490.

Blog oficial da Refood:  http://www.re-food.org/blog/

..........................................................................................................................
Ilustrações: DesignCRV

*® Copyright: A DesignCRV é parceira do Filipa Moroso. Todos os artigos indicados ou publicados neste post são originados do Filipa Moroso e são publicados neste blog com autorização do mesmo e de todos os seus parceiros relacionados ao assunto.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Como conseguir melhores resultados com a qualidade dos produtos?


A qualidade tem se tornado importante fator de decisão na maioria dos negócios e está diretamente ligada à satisfação que um determinado produto ou serviço irá causar no consumidor.

Neste contexto, visando atingir melhores resultados com a qualidade dos produtos e ser assertivo nas decisões tomadas é importante compreender o significado da palavra qualidade que pode ser entendido através da identificação dos padrões de qualidade do produto. Estes padrões ficam mais evidentes se forem pensados em parâmetros (características de qualidade), que unidos descrevem o que o consumidor considera como qualidade. Segundo Montgomery (2009), essas características podem ser classificadas da seguinte maneira:

  • Física – comprimento, largura, voltagem, viscosidade…
  • Sensorial – gosto, aparência, cor…
  • Orientação Temporal – confiabilidade, durabilidade, praticidade…
As características (físicas, sensorial e orientação temporal)  podem se relacionar direta ou indiretamente com as oito características de qualidade apresentadas por Garvin (1987 apud Montgomery, 2009) que são:

8 Características fundamentais para a qualidade do produto

1. Desempenho – O consumidor avalia se o produto irá realizar tarefas específicas e com que desempenho essas tarefas serão realizadas;
2. Confiabilidade – O consumidor analisa a frequência de falhas no produto e julga se a qualidade do produto é confiável ou não;
3. Durabilidade – O consumidor julga se o produto irá apresentar desempenho satisfatório por um longo período de tempo. A durabilidade é a vida real do produto;
4. Assistência Técnica – O consumidor julga se o serviço de assistência técnica é facilitado pela empresa fornecedora do produto como também, o tempo que se leva para corrigir determinado problema;
5. Estética – Nesta dimensão o consumidor julga aspectos visuais do produto que engloba fatores como: estilo, cor, forma, embalagens alternativas, características táteis e outros aspectos sensoriais;
6. Características – As características julgadas neste item pelos consumidores são características que o diferenciam dos outros produtos semelhantes fornecidos pela concorrência.  As características básicas do produto, ou seja, aquelas características que são comuns ao produto, não são julgadas como características, mas sim como estética, desempenho, etc;
7. Qualidade Percebida – O consumidor julga a qualidade do produto de acordo com o histórico do produto;
8. Conformidade com especificações – Neste item é julgado se o produto atende as especificações de projeto.

Visão tradicional da qualidade

Em uma visão tradicional qualidade significa adequação ao uso, ou seja, o produto de qualidade é aquele que apresenta as especificações exigidas pelos seus consumidores. Segundo Montgomery (2009) há dois aspectos à adequação, que são: Adequação de projeto e Adequação de ajustamento.

Adequação de projeto: Este conceito aborda diferentes níveis de desempenho, de confiabilidade, de serviço e de função. São características do produto atribuídas pela engenharia e gerência do fabricante que devem suprir as necessidades do cliente.
Adequação de ajustamento: Este conceito aborda a redução da variabilidade e eliminação de defeitos até que cada unidade seja livre de defeitos.
Ainda de acordo com Montgomery, além de o projeto possuir requisitos técnicos de qualidade que são a adequação de projeto, ele deve também suprir as necessidades dos consumidores atendendo as expectativas com eficiência. O produto deve-se adequar ao ajustamento, isto é, o cliente deve se sentir satisfeito com o tamanho, cor, funcionalidade entre outros requisitos do produto.

Visão moderna da qualidade

Além da adequação ao uso há uma visão mais moderna da qualidade que enxerga a mesma como a redução da variabilidade nos processos e produtos.

Menos reparos e termos de garantia significam menos retrabalho e redução no gasto de tempo, esforços e dinheiro. Assim, qualidade é, inversamente proporcional à variabilidade. […] A variabilidade excessiva no desempenho de um processo resulta, em geral em desperdício (MONTGOMERY, 2009).
Como pode ser observado, é necessário controlar a variabilidade do processo de suas causas atribuídas ou assinaláveis. Estas causas não são comuns ao processo, podendo ser ocasionadas pela falta de regulagem em uma máquina, erro de operadores e até matéria prima defeituosa. Quando o processo está sobre controle ele não está livre da variabilidade, porém a variabilidade do processo neste momento são causas comuns, ou seja, são variações inerente ou natural ao processo que sempre existirá independente de quão bem projetado seja o processo.

Entenda como o controle total da qualidade pode melhorar seus processos

Para satisfazer as necessidades dos clientes é importante investir na qualidade dos produtos e serviços. Desta forma, torna-se necessário verificar se o desempenho da qualidade está atingindo os objetivos esperados. Este monitoramento do padrão de qualidade tem sido feito através de indicadores de desempenho que podem ser expressos de forma geral através de: custo, qualidade, velocidade, flexibilidade e confiabilidade.

Estes indicadores podem ser desdobrados em valores mensuráveis, os quais, podem ser expressos através de:

  • Medidas detalhadas de desempenho;
  • Medidas agregadas de desempenho;
  • Medidas compostas de desempenho.
As medidas de desempenho detalhadas são monitoradas com maior rigidez e frequência, pois desta maneira, é possível ter a visão descritiva dos fatos que ocorrem e ocorrerão dentro da operação. Nesta perspectiva, tem ganhado destaque o TQC (Total Quality Control – Controle total da qualidade), que é uma filosofia de melhoramento continuo baseada na constância de: identificar problemas, analisar processos, padronizar melhores práticas e estabelecer itens de controle.

Segundo Slack et al. (2009), com o surgimento da TQM (Total Quality managemet – Gestão da qualidade total) e amadurecimento do TQC “o conceito de controle da qualidade (QC) desenvolveu uma abordagem mais sistêmica não apenas para detectar mas também para tratar problemas de qualidade”. Nesta perspectiva as empresas passaram a ser tratadas como: macro processo constituídas de sub processos, capazes de detectar e tratar sistematicamente as causas dos problemas. Esta afirmação é reforçada com a assertiva de Campos (2004), que descreve a empresa da seguinte maneira: “uma empresa é um processo e dentro dela existem vários processos: não só processos de manufatura como também processos de serviços”. No mesmo contexto Campos (2004), define processos como sendo um conjunto de causas, que quando observadas no prisma das empresas podem ser divididas em famílias de causas, chamadas de “fatores de manufatura” e “fatores de serviços”.

De acordo com o contexto apresentado, para as empresas garantirem a qualidade dos produtos e serviços, tendo como base o TQC, tem-se aplicado as práticas e ferramentas de controle da qualidade nos processos produtivos, como também no desenvolvimento de novos produtos, afim de garantirem a qualidade de todos os processos da empresa.

Aplicando estes conceitos na prática

Implantar estas ideias na produção de uma fábrica pode ser algo bem complexo, por isso, escrevi também o artigo: “Como um sistema pode contribuir para a qualidade de seus produtos” onde explico melhor como transformar ideias em prática.
Neste link da Nomus*, você verá “Como um sistema pode contribuir para a qualidade de seus produtos”.


Por: Rômulo Henrique*
Publicado originalmente em: http://www.nomus.com.br/blog/como-conseguir-melhores-resultados-com-qualidade-dos-produtos/
Nomus - Especialistas no desenvolvimento de softwares com tecnologia web com aplicação de conceitos avançados de Engenharia de Produção para indústrias.
http://www.nomus.com.br/blog-industrial/ - (32) 3015-4729 (21) 3173-9173

..........................................................................................................................
Ilustrações: DesignCRV

*® Copyright: A DesignCRV é parceira da Nomus. Todos os artigos indicados ou publicados neste post são originados da Nomus e são publicados neste blog com autorização da mesma e de todos os seus parceiros relacionados ao assunto.